Controlar a utilização da frota e seus gastos operacionais é tarefa árdua, principalmente quando tratar-se de frota própria. O controle concentra-se basicamente em três pontos:
Custos Operacionais
Nas organizações que utilizam o transporte como atividade meio, estes custos são apropriados limitando-se a atender planos de contas contábeis e pouco direcionados para o gerenciamento. Para subsidiar o controle e o processo decisório, os dados devem ser coletados na forma adequada para um sistema de informação gerencial, A dificuldade está no estabelecimento de um sistema simples e na obtenção de dados confiáveis. Os custos podem ser separados em dois grupos - fixos e variáveis - e apropriados individualmente por veículo. A partir daí, são repassados para as diversas atividades ou setores (centro de custos) a que os veículos dão suporte.
Utilização
A utilização é caracterizada pelos serviços desempenhados pela frota, tais como: transporte de materiais, de pessoas e apoio às demais atividades desenvolvidas pela organização. O acompanhamento do desempenho operacional da frota é fundamental para o controle de desperdícios, alimentação dos programas de manutenção e planos de otimização de uso. É dele que depende o planejamento global de transportes, é onde se encontram importantes índices de utilização e desempenho, como: quilômetros percorridos, km/litro de combustível, tempo de utilização, tempo ocioso, índice de disponibilidade, número de reclamações, qualidade de atendimentos etc. Perguntas básicas são constantemente feitas sobre eles, tais como:
Como está o índice de utilização da frota? Existe ociosidade?
Quantos litros de combustíveis foram consumidos? Está compatível com a quilometragem?
Manutenção
É o conjunto de ações necessárias para manter ou repor um veículo em condição normal de operação, com o tempo mínimo de imobilização e observando-se os fatores de economicidade.
A manutenção usualmente é classificada em:
- Preventiva (realizada em oficinas quando de forma periódica, em função do tempo ou quilometragem);
- Operativa (realizada pelo motorista antes e/ou durante a operação do veículo);
- Corretiva (realizada em oficinas por ocasião de panes inesperadas);
- Reforma (realizada em oficinas por necessidade estrutural ou em conseqüência de acidente).
Devemos investir na manutenção operativa, treinar o condutor do veículo para que se possa assegurar um melhor desempenho e maior segurança operacional, bem como reduzir custos e paradas imprevistas por má operação do veículo.
A manutenção tem importante participação na redução de custos operacionais e aumento de produtividade da frota. A redução de custos de manutenção deve ser atentamente acompanhada, pois pode significar problemas futuros, caso não obedeça aos limites técnicos necessários. Portanto, reduzir custos de manutenção desconsiderando tais limites técnicos poderá ser a causa de uma futura elevação tantos dos custos operacionais, como por exemplo: o consumo de combustível, como dos custos de manutenção em decorrência do desgaste de outros componentes do veículo em função um determinado sistema não está funcionando adequadamente.
Decidir sobre executar ou contratar a manutenção envolve dimensionar o nível de operação, o investimento em instalações, pessoal e capacitação técnica, além dos custos operacionais que devem ser confrontados com os de terceiros e dependendo do nível de operação pode-se obter ou não ganhos significativos.
Quando se decide pela manutenção própria, além de controlar os gastos e a programação de paradas para manutenção, o gestor será responsável pela administração de oficinas próprias. Deverá estar atento à qualificação e produção da mão de obra, ferramental disponível, suprimento de peças, estoque de conjuntos mecânicos reservas (motor, diferencial, caixa de câmbio, etc), arranjo físico de oficinas etc.
Quando se decide pela manutenção é contratada, a preocupação recai sobre os contratos, que devem conter cláusulas garantindo a qualidade dos serviços, tempo de execução e economicidade. Vale salientar a importância do acompanhamento do contrato, de forma a avaliar as condições técnicas do prestador de serviço, como também propiciar um controle efetivo dos orçamentos e da qualidade dos serviços contratados. É importante escolher oficinas tecnicamente capacitadas e que possam assegurar a garantia dada aos serviços executados.
Para se garantir um efetivo acompanhamento do contrato devem-se observar os seguintes aspectos:
Mão-de-obra (capacitação técnica e acompanhamento dos tempos de serviços pela TTP (Tabela de Tempo Padrão), fornecida pelo fabricante do veículo);
Peças (acompanhar os preços praticados no mercado de auto-peças e/ou pelo fabricante do veículo).
Também é igualmente importante manter frota reserva para garantir o nível de operação. A definição da quantidade de veículos da frota reserva vai depender do conhecimento dos índices de indisponibilidade da frota em função de paradas para manutenção. O gestor necessitará de sistemas de apoio à decisão que sejam capazes consolidar todos os aspectos inerentes à manutenção da frota através de indicadores de desempenho operacional.




0 comentários:
Postar um comentário